Coordenador do NEPE, PIBID de Geografia -FBJ, CoordenadorMestre e Doutor (Phd) em Geografia - UFPE

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Doutor em Geografia (stricto sensu) - Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2012); Mestre em Gestão e Politicas Ambientais (stricto sensu) - UFPE (2009); Especialista em Ensino Superior de Geografia (lato Sensu) - Universidade de Pernambuco - UPE (1998); Licenciatura Plena em Geografia - Centro de Ensino Superior de Arcoverde - CESA (1985);   Coordenador do PIBID - Geografia Professor; Orientador de Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC, na Graduação e Pós-Graduação (Latu Sensu).

domingo, 3 de junho de 2018

Documentário da BBC proibido no Brasil mostra a verdade sobre a Rede Globo completa 25 anos.


REDE GLOBO - é um canal de televisão e uma empresa privada, e assim sendo tem um dono, que regula e determina tudo que nele é veiculado, toda noticia, imagem, filme e novela passada possui uma intenção, desde fomentar o consumo, manipular a opinião pública ou simplesmente bestializar a população, nos prendendo em uma programação sem conteúdo, nos fazendo esquecer das mazelas de nosso pais, as imensas desigualdades sociais, a pobre e a miséria. Beyond Citizen Kane (Muito Além do Cidadão Kane, no Brasil) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog exibido em 1993 pelo Channel 4, emissora pública do Reino Unido. 

O documentário mostra as relações entre a mídia e o poder do Brasil, focando na análise da figura de Roberto Marinho. Embora o documentário tenha sido censurado pela justiça - em processo movido pela própria Globo, para impedir a exibição do documentário no Brasil - a Rede Record comprou os direitos de transmissão exclusiva, por 20 mil dólares do produtor John Ellis. Enquanto o batalhão de advogados da Rede Globo travam uma verdadeira batalha contra a exibição do documentário, pode-se assisti-lo na integra pelo Youtube. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, seu poder e suas relações políticas, que os autores do documentário veem como manipuladoras e formadora de opinião.


sexta-feira, 1 de junho de 2018

 A PETROBRAS


Como nasceu a Petrobras ? 

Neste vídeo vemos o começo de tudo, desde a primeira gota de petróleo até os dias de grande prosperidade e expectativas.










sexta-feira, 6 de abril de 2018

Historia do Trafico de Drogas no RJ (BOPE)




Historia do Trafico de Drogas no RJ (BOPE) 1993-1998 - English subtitles - Police Brazil

O documentário retrata o cotidiano dos traficantes e moradores da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro. Resultado de dois anos (1997 - 1998) de entrevistas com pessoas ligadas diretamente ao trafico de entorpecentes, com moradores que vislumbram esta rotina de perto e policiais, o documentário traça um paralelo entre as falas de moradores, dos traficantes e da polícia, colocando todos no mesmo patamar de envolvimento em uma guerra que não é uma "guerra civil", mas uma "guerra particular".

O título do documentário de Salles é encontrado no conteúdo de uma das entrevistas; na fala do ex-capitão do BOPE, Rodrigo Pimentel. Outras falas importantes presentes nas entrevistas denunciam o apartheid social em que se encontra a população do Rio de Janeiro, como de uma autoridade de segurança pública: "(...)a polícia precisa ser corrupta e violenta, nós fazemos a segurança do Estado, (...) temos que manter os excluídos sob controle. Vivemos numa sociedade injusta e a polícia garante essa sociedade injusta (...)"




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Notícias e política
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segunda-feira, 26 de março de 2018

domingo, 18 de fevereiro de 2018

O Manifesto da Geografia - Milton Santos


O Manifesto
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O PAPEL ATIVO DA GEOGRAFIA
UM MANIFESTO
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Milton Santos*

The active role of Geography: O Manifesto


The active role of Geography in Academia, in Planning and as a tool for building up citizenship are discussed in this Manifesto. Considering space as the central scientific category of the discipline, the author proposes that one should view it as 'used territory ', a conception which encompasses both the active role of space as actor and its role as the object of action. It is only through the adoption ' such a perspective that geographers will effectively address the significant questions which face society today.
                                                    
                                                             O Manifesto

O papel atribuído à geografia e a possibilidade de uma intervenção válida dos geógrafos no processo de transformação da sociedade são interdependentes e decorrem da maneira como conceituamos a disciplina e seu objeto.

Se tal conceituação não é abrangente de todas as formas de relação da sociedade com seu meio, as intervenções serão apenas parciais ou funcionais, e sua eficácia será limitada no tempo.

É verdade que, na linguagem comum e no entendimento de outros especialistas, assim como de políticos e administradores, a geografia é frequentemente considerada como a disciplina que se preocupa com localizações. Aliás, um bom número de geógrafos trabalha com essa visão.

A geografia considerada como disciplina das localizações, posição aceita durante largo tempo, mostra-se todavia limitante do rol de relações que se dão entre o homem e o meio e, por essa razão, revela-se insuficiente.Mas esse não é o único enfoque simplificador e deformador.

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Foi por isso que propusemos considerar o espaço geográfico não como sinônimo de território, mas como território usado: e este é tanto o resultado do processo histórico quanto a base material e social das novas ações humanas. Tal ponto de vista permite uma consideração abrangente da totalidade das causas e dos efeitos do processo sócio territorial.

Essa discussão deve estar centrada sobre o objeto da disciplina - o espaço geográfico, o território usado - se nosso intuito for construir, a um só tempo uma teoria social e propostas de intervenção que sejam totalizadoras. Entre os geógrafos, incluindo aqueles convidados para trabalhar com toda sorte de questões voltadas ao planeamento, o problema do espaço geográfico como ente dinamizador da sociedade é raramente levado em consideração. Ora, se as bases do edifício epistemológico são frouxas, as práticas políticas almejadas serão, no mínimo, enviesadas.

A compreensão do espaço geográfico como sinônimo de espaço banal obriga-nos a levar em conta todos os elementos e a perceber a inter-relação entre os fenômenos. Uma perspectiva do território usado conduz à idéia de espaço banal, o espaço de todos,  todo o espaço. Trata-se do espaço de todos os homens, não importa suas diferenças; o espaço de todas as instituições, não importa a sua força; o espaço de todas as empresas, não importa o seu poder. Esse é o espaço de todas as dimensões do acontecer, de todas as determinações da totalidade social. 

É uma visão que incorpora o movimento do todo, permitindo enfrentar corretamente a tarefa de análise. Com as noções de território usado e de espaço banal, saltam aos olhos os temas que o real nos impõe como objeto de pesquisa e de intervenção. Mas tal constatação não é suficiente. É indispensável afinar os conceitos que tornem operacionais o nosso enfoque. A riqueza da geografia como província do saber reside justamente no fato de que podemos pensar, a um só tempo os objetos (a materialidade) e as ações (a sociedade) e os mútuos condicionamentos entretecidos com o movimento da história. As demais ciências humanas não dominam esse rico veio epistemológico.

território usado constitui-se como um todo complexo onde se tece uma trama de relações complementares e conflitantes. Daí o vigor do conceito, convidando a pensar processualmente as relações estabelecidas entre o lugar, a formação sócia espacial e o mundo.

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Cada vez que, em lugar de considerar o movimento comum da sociedade como um todo e do território como um todo, partimos de um dos seus aspectos, acabamos encontrando lineamentos que apenas são aplicáveis a uma determinada área de atuação - uma instância da vida social -, sem, todavia autorizar uma intervenção realmente eficaz para o conjunto da sociedade. Em outras palavras, tais soluções são ocasionais, mas não duradouros remédios parciais, mas não globais.

Qualquer proposta de análise e interpretação que pretenda inspirar ou guiar uma intervenção endereçada ao conjunto da sociedade não pode prescindir, então, de uma visão desse todo. Incapazes de gerar mudanças que englobem a totalidade do território e da sociedade, as intervenções parciais atendem a interesses particulares ou apresentam resultados efêmeros e inoperantes.

Uma posição parcial da geografia frente ao seu objeto encontra abrigo nas fragmentações e dicotomias presentes em seu próprio seio, o que a torna teoricamente frágil. Conhecimentos operatórios e parcelares podem tornar-se entraves ao desenvolvimento da disciplina e de seu papel como ramo do conhecimento, particularmente quando parecem tomar o lugar da geografia ou justificar autonomamente sua existência.

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Por vezes é a própria formação do geógrafo que se torna um convite à fragmentação do conhecimento e do trabalho.

Quando se toma apenas urna parte do corpus da disciplina e assim mesmo o trabalho se torna exitoso, há nas pessoas um reforço à crença numa disciplina parcializada. É comum a opinião de que propor intervenções é possível àqueles enfoques fundados em visões parciais, ainda que essas intervenções amiúde sejam funcionais à política das grandes empresas. Será esse o êxito que buscamos?

No ensino da geografia é menos frequente do que seria desejável a consideração da totalidade do conhecimento geográfico. A geografia é quase sempre apresentada ao estudante, desde o primeiro momento, de forma segmentada dificultando a apreensão de uma abordagem essencialmente geográfica e comprometendo a formação do profissional e o futuro da própria disciplina. Como resultado, muitas vezes o geógrafo especializa-se em um ramo operacional voltado ao restrito mercado de trabalho.

Acreditamos poder escapar à "parcialização" da disciplina (e, destarte, das intervenções a partir dela), com a busca firme e continuada de uma ontologia do espaço geográfico. Esta busca pode ser entendida como a construção de um conjunto de proposições epistemológicas que, formando um sistema lógico coerente, e sendo fundada nos avanços metodológicos já conseguidos pela disciplina no século XX, aprimoraria o que se pode chamar de "núcleo duro" da geografia, desembocando, necessariamente numa visão geográfica totalizadora.

Conseguiríamos, desse modo, um rechaço à "indolência epistemológica" (situação que, aliás, não é só brasileira) na produção do conhecimento geográfico.

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O espaço é frequentemente considerado como espaço político, espaço econômico, espaço antropológico, espaço turístico. E esse é um grande problema para a disciplina.

Fragmentada, a geografia não oferece uma explicação do mundo e, portanto passa a precisar cada vez mais, de adjetivos que expliquem a sua finalidade. Ela perde substância e corre sérios riscos de não ser mais necessária nos currículos escolares. Tal fragmentação é decorrente, de um lado, da crescente impossibilidade, socialmente gestada, de percebermos que todos os elementos agem conjuntamente (e separações podem ser feitas apenas para fins analíticos). Soma-se a isto a consagração da fragmentação no ensino em todos os planos (nas aulas, nos livros, nas grades curriculares). A situação é agravada, ainda, quando no ensino superior - público e privado - adota-se uma especialização cujo fim é atender a uma certa política e ao mercado.

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Tanto o mercado como a política às vezes inspiram soluções desse tipo. Não será o caso de certas propostas fundadas, por exemplo, nas geografias do turismo, do meio ambiente, da cultura, dos SIG's, ou de sugestões ditas de planejamento regional, mas que, na verdade, beneficiam uma ou poucas atividades em um dado momento?

Não é demais assimilar estas proposições a uma fragmentação da disciplina geográfica em outras tantas geografias, que desejam, na prática, imporem-se como autônomas, quando seu papel auxiliar apenas as qualifica como ramos operacionais de uma geografia mais complexa e unitária. Esta parece mais possível de alcançar através de uma perspectiva do território usado, uma vez que estamos levando em conta todos os atores.

Buscando atender às exigências na formação de profissionais para o mercado de trabalho, cursos de graduação têm privilegiado a especialização do saber em detrimento do conhecimento abrangente, afastando o profissional do cidadão. Por outro lado, políticas restritivas de financiamento provocam um distanciamento entre as várias áreas do saber, privilegiando-se àquelas que possibilitam investigações aplicadas, consideradas da maior relevância econômica ou política.

Nesse contexto muitos geógrafos procuraram adaptar-se às novas exigências por meio de saídas particularistas no ensino e na pesquisa, enfatizando aspectos da realidade social como se fossem a totalidade do fenômeno geográfico. Em nome de uma modernização utilitária e produtivista, certos cursos de geografia correm o risco de jogar fora princípios que deveriam balizar e singularizar esta área do saber.
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Na evolução do pensamento geográfico, a vontade de totalização e a formulação dos respectivos enfoques têm sido presentes, ainda que contrariadas sempre por uma tendência à segmentação.
Vejamos um exemplo. Na época de Vidal de la Blache, a possibilidade de totalização às vezes concretizada com a ajuda da política de um Estado necessitado de um conhecimento geográfico, não sofria as investidas do mercado tal como as conhecemos hoje. Desse modo opunha-se um dique à fragmentação do saber geográfico e das suas propostas de ação.

Enfoques totalizadores tendem a buscar uma correspondência à unidade do mundo real. Todavia, no caso particular da geografia, essa ideia de unidade da Terra é contraposta por aqueles que se apoiam em realidades parciais para fundamentar argumentações também parciais ou redutoras. Assim, a geografia foi se firmando ao longo de sua história à base desse confronto entre duas vocações bem distintas. No plano do conhecimento ou das propostas de ação, a verdade teria sido tomada por diversas formas de engano.

E hoje? Quando a própria globalização é vista como um resultado da vontade de integrar mercados segundo um discurso único, ela não permite o reencontro de enfoques mais abrangentes.

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O problema central é como utilizar os conhecimentos sistematizados por uma disciplina no delineamento de soluções práticas e caminhos frente aos problemas concretos da sociedade. Dependendo das filiações teórico-ideológicas dos autores, isso parece ter sido possível aos especialistas da ciência política, da economia etc., cuja tarefa ultrapassa, sem maiores dificuldades, o limite da simples interpretação dos fenômenos para sugerir mudanças, isto é, para se erigir como uma política.

Quando o esquema interpretativo da sociedade próprio à nossa província do saber dá conta da realidade concreta em sua totalidade ele pode ser o fundamento da construção de um discurso novo para a ação política dos atores sociais responsáveis por sua prática, tais como partidos políticos, movimentos sociais, instituições etc. Um discurso socialmente eficaz pode ser o conteúdo, a base de intervenções "sistêmicas" na sociedade, em diferentes níveis do exercício da política, entre os quais, o mais abrangente seria a contribuição para a elaboração de um projeto nacional, comprometido com a transformação da sociedade em benefício da maioria da população do país.

A ideia de intervenção supõe um interesse político, entendido como interpretação histórica mais ampla, que implica um ideal de futuro como espaço de resolução de problemas supostamente arraigados nas sociedades.
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Não se trata de impor uma definição única. O conteúdo de uma geografia compreensiva pode certamente responder a uma entre várias linhas teóricas, segundo a escolha do autor. Mas, a partir daí, é indispensável dispor de um conjunto coerente de proposições, onde todos os elementos em jogo sejam considerados em sua integração e em seu dinamismo.

A geografia deve estar atenta para analisar a realidade social total a partir de sua dinâmica territorial, sendo esta proposta um ponto de partida para a disciplina, possível a partir da um sistema de conceitos que permita compreender indissociavelmente objetos e ações.

território usado, visto como uma totalidade, é um campo privilegiado para a análise na medida em que, de um lado, nos revela a estrutura global da sociedade e, de outro lado, a própria complexidade do seu uso.

Para os atores hegemônicos o território usado é um recurso, garantia da realização de seus interesses particulares. Desse modo, o rebatimento de suas ações conduz a uma constante adaptação de seu uso, com adição de uma mantenalidade funcional ao exercício das atividades exógenas ao lugar, aprofundando a divisão social e territorial do trabalho, mediante a seletividade dos investimentos econômicos que gera um uso corporativo do território. Por outro lado, as situações resultantes nos possibilitam a cada momento, entender que se faz mister considerar o comportamento de todos os homens, instituições, capitais e firmas. Os distintos atores não possuem o mesmo poder de comando levando a uma multiplicidade de ações fruto do convívio dos atores hegemônicos com os hegemonizados. Dessa combinação temos o arranjo singular dos lugares.

Os atores hegemonizados têm o território como um abrigo, buscando constantemente se adaptar ao meio geográfico local, ao mesmo tempo em que recriam estratégias que garantam sua sobrevivência nos lugares. É neste jogo dialético que podemos recuperar a totalidade.

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Somente assim responderemos à questão crucial de saber como e porque se dão as relações entre a sociedade como ator e o território como agido e, ao contrário, entre o território como ator e a sociedade como objeto da ação. É essa, a nosso ver, a maneira de encontrar um enfoque totalizador, que autorize uma intervenção interessando à maior parte da população. 




1. Apresentado pelo grupo Estudos Territorais Brasileiros, do Laboplan (Laboratório de Geografia Política e Planejamento Territorial e Ambiental) do Departamento de Geografia - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) no XI Encontro Nacional de Geógrafos. Florianópolis, Brasil, Julho de 2000.
2.* Colaboradores: Adriana Bernardes, Adriano Zerbini, Cilene Gomes, Edison Bicudo, Eliza Almeida, Fabio Betioli Contel, Flávia Grimm, Gustavo Nobre, Lídia Antongiovanni, Maíra Bueno Pinheiro, Marcos Xavier, María Laura Silveira, Marina Montenegro, Marisa Ferreira da Rocha, Milton Santos, Mónica Arroyo, Paula Borin, Soraia Ramos, Vanir de Lima Belo.
Revista Território, Rio de Janeiro, ano V, nº 9, pp. 103-109, jul. dez., 2000
Estudos Territoriais Brasileiros – Laboplan  Departamento de Geografia  Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Uni versidade de São Paulo
© Copyright Adriana Bernardes et alli, 2001
© Copyright Biblio 3W, 2001 





quarta-feira, 4 de outubro de 2017

ASPECTOS GEOLÓGICOS E GEOMORFOLÓGICO Do ARCO DA PEDRA FURADA - VENTUROSA-PE




Video obtida por drone de autoria de Luiz Gomes de Almeida, 2017

ASPECTOS GEOLÓGICOS E GEOMORFOLÓGICO Do ARCO DA PEDRA FURADA - VENTUROSA-PE


TEXTO EM REVISÃO 

LOCALIZAÇÃO

A Pedra Furada localiza-se na cidade de Venturosa-PE, é um Parque Municipal e situa-se nas coordenadas geográficas de latitudes 8°34'5,30" S e 8°34'36,79" S e longitudes 36°49'17,59" W e 36°49'50,60" W. em um formato de um polígono irregular que se estende por aproximadamente 50 hectares na Macrorregião Agreste Pernambucano, Microrregião do Vale do Ipojuca.

A a feição geomorfológica denominado Pedra Furada é a mais marcante do complexo Batólito de Venturosa onde se situa o parque homônimo (Figura 1). A Pedra furada está representada por uma estrutura em arco granítico que apresenta juntas espaçadas paralelas à estrutura em arco, com um sistema de fraturas. Foi estimado, em trabalho de campo, um comprimento em torno de 500 para a face superior do arco, e em torno de 50 metros  altura do topo à base.

A formação em arco e tipica de ocorrência em ambientes de exposição de rochas areníticas, é uma feição geomorfológica não comum em rochas graníticas. No continente africano especificamente no norte da Namíbia há uma formação também em rochas graníticas denominada Arco granítico de Spitzkoppe (Figura 2), que  possuem grande semelhança geológica e geomorfológica com o  Arco da Pedra Furada de Venturosa-PE  (Figura 1). 

Figura 1: Vista da Pedra Furada-Venturosa-PE. Ver-se entalhado nas rochas linhas de falhas que lembra aspectos de uma Diaclase recurvada.Imagem: Natalício de Melo Rodrigues, 2009.

Figura 2: Observe que o Arco rochoso de Spitzkoppe localizado na Namibia na Africa, ver-seque o mesmo guarda uma grande semelhança na forma e composição massiva de granito com o arco granítico da Pedra Furada localizado em Venturosa-PE. Fonte:canstockphoto

POTENCIAL TURÍSTICO

Sob o ponto ponto turístico é a principal atração natural de Venturosa -PE, trata-se na verdade um corpo rochoso granítico na forma de um grande arco rochoso alongada na direção NNE-SSW, com área aflorante  denominado corpo rochoso Batólito.

É considerada uma das mais belas paisagens da Microrregião do Vale do Ipojuca. O Arco da Pedra Furada faz parte hoje do pólo turístico que abrange três cidade Venturosa (Arco da Pedra Furada), Buíque (Parque Nacional do Catimbau), Pesqueira (Cruzeiro de Poção, Vila de Cimbres,etc.) que é um dos sete pólos de ecoturismo de Pernambuco apresentado pela Embratur. Criado em 1985 e mais tarde regulamentação pela Lei Municipal nº 633/2009 que classificou a área como uma Unidade de Conservação, na categoria Monumento Natural. Entre as atrações  além Arco da Pedra Furada, uma escadaria de pedras com 360 degraus,  dispõe de uma precária infra-estrutura básica. Peca também pelo péssimo acesso por ser mau sinalizada, por teu uma estrada de terra desnivelada, e uma precária placa de identificação é quase imperceptível, nessa condição obriga o turista a ficar se informando nas paradas da estrada.

ACESSO 

Seu acesso é feito primeiramente pela rodovia federal BR232 até a cidade de Pesqueira, ao chegar em pesqueira deve-se acessar a rodovia PE 217, e por fim segue por uma estrada de terra rural por pelo menos dois quilômetros. Ao chegar há uma entrada principal com o nome Parque Municipal da Pedra Furada. Não é difícil porque a Pedra Furada por sua dimensões já é visível da PE217. O acesso a subida se dar por uma trilha com escadaria construída utilizando as rochas graníticas do local contendo 360 degraus que dá acesso a base do arco monumento,
Figura 3: Observa-se o traçado maior reto elucidando a rota tomando como referencia a saída de Recife pela via Federal BR 232 destino Arco da Pedra Furada-PE. É uma viagem de traçado quase retilíneo, o único desvio e feito na bifurcação de acesso é feita em Pesqueira, quando se devia e acessa a PE 217.


A ESTRUTURA GEOLÓGICA DOMINANTE REGIONAL 


O Arco da Pedra Furada de Venturosa por sua localização inserida na Microrregião do Agreste, Microrregião do Vale do Ipojuca no estado de Pernambuco, se situa no Planalto da Borborema,  especificamente nos setor denominado  Maciços Remobilizados do Domínio da Zona Transversal. O domínio da Zona Transversal corresponde à área morfologicamente mais afetada pelos arqueamentos que atuaram sobre o planalto, exibindo as cimeiras mais elevadas e os relevos mais vigoroso (...), onde tem-se aí uma sucessão de maciços isolados, cristas e depressões intraplanálticas estreitas.(CORREA,2010). também faz parte de uma unidade geológica estrutural maior constituído por um embasamento cristalino por assim dizer, o alicerce, ou o arcabouço do Planalto Brasileiro que se estende por um enorme parte da extensão do território.

Essa enorme extensão em Pernambuco,principalmente no agreste se dar sobre camadas de sedimentos que abriga a vegetação arbustiva de Caatinga que Aziz AB'Saber denominou como um dos principais Domínios de Natureza do Brasil. Por sua vez e logo abaixo dos sedimentos e nem sempre a vista, encontra-se as camadas de rochas cristalinas que datam do período Cambriano da era primitiva, a mais antiga da história geológica da Terra. Classificam-se elas como eruptivas ou altamente metamorfósicas e quase sempre aparecem na forma de granito, gnaisses, micaxistos, quartzitos, registrando-se também ocorrência de minerais metálicos. Essa situação geológica afloram no sertão e agreste da estrutura geológica do Estado de Pernambuco.

AGENTES EROSIVOS E INTEMPERISMO 

No Arco da Pedra Furda observa-se nas feições das arestas rochosas a ação do agentes erosivos seja (água, vento,etc,) no supergeno, e também ações dos agente intempéricos, como são os caso do intemperismo químico (chuvas esporádicas e umidade do ar), intemperismo físico ou ao desgaste mecânico (variação de temperatura do ambiente decorrente da variação dia quente e  noites frias, que dilatam os minerais), e  intemperismo biológico (animais, plantas e insetos) que em conjunto com o vento (agente dispersor  e polinizador) avançam ocupando frestas rochosas  com suas raízes que dilatam as rochas.

Figura 4; Observa-se aspectos do bioma do tipo Caatinga predominante na área onde se situa a Pedra Furada - Venturosa-PE - Nota-se na imagem a junção de intemperismo físico e biológico atuando em conjunto sobre as rochas cristalinas do tipo granito. Imagem: Prof. Dr. Natalicio de Melo Rodrigues, 2017.


ASPECTO MINEROLÓGICO DO ARCO DA PEDRA FURADA

O Arco da Pedra Furada tem composição granítica de diferentes tipos. O arco é quase sua totalidade composto de granito, embora haja algumas exceções como são o casos da presença de outro tipo de rocha granítica denominado de diorito, essas  por sua vez é atribuído ao plutonismo ou intrusivo, significando que os minerais que compõem a rocha cristalizaram-se antes de atingirem a superfície da terra. Tudo leva a crer que a cavidade loga abaixo do arco da pedra, era ocupado anteriormente por um grande enclave desse tipo.  As rochas ígneas, diorito e granito estão intimamente relacionados nesse ambiente. Ambos o granito e o diorito tem são duras, não porosas, faneríticas  e encontradas no arco da Pedra Furada, embora o diorito esteja em menor quantidade e de difícil acesso. Para os olhos leigos, podem facilmente ser confundidas; no entanto, com um pouco de informação sobre as diferenças dessas rochas, pode-se entender como elas de fato se diferem. O diorito é composto de feldspato e de diversos minerais de cores escuras, que explicam sua coloração preta dai denominada de melanocrática. O granito é composto por quatro minerais: feldspato, mica, quartzo e hornblenda e denominada de leucocrática.

Figura 5: Representação de amostra de rochas cristalinas faneríticas: A esquerda o granito tipo Diorito uma rocha ígnea vulcânica bastante densa quando derretida (Como o viro), de cor clara e com alto teor de sílica. Sua cor varia bastante, do cinza, passando pelo marrom-claro,  podendo ser de cor rosada ou avermelhada, pode ser classificado como tipo máfica ou melanocrático. A direita ver-se o tradicional o granito pórfiro com feldspato rosa e por isso classificada como tipo melanocrática. Fonte: Natalício de Melo Rodrigues, 2017.

A disponibilidade é outro fator de diferenciação entre essas duas rochas ígneas.  O granito é encontrado sempre em aflorado com aspecto arrendondado. Por sua vez o granito tipo diorito, normalmente intrusivo é apenas é achado isolada, no caso do Arco da Pedra Furada pode ser visto em uma cavidade no arco rochoso na forma escura tipica dessa corpo rochoso. O granito que compõe o arco embora também seja do tipo plutônico é mais antigo, e não aparece isolado na forma de intrusão magmática de diorito, e sim exposto em quase a totalidade do monumento. É importante frisar que o arco compacto rochoso veio primeiro, so em outro momento veio ocorrer a intrusão menor de diorito, mais tarde por processos erosivos e ação da força da gravidade e que os dioritos foram desprendidos e carreados, deixando para trás uma cavidade na forma do arco gratifico. Esse longo e continuo processo erosivo se estendeu ao longo pleistoceno e continua atuando atualmente no holoceno.


Figura 6: Em primeiro plano observa-se a grande massa rochosa que compõe o batólito na forma de arco. É possível observar quase no centro da imagem uma extensa cavidade com uma intrusão de rocha diorito. Fonte: Natalicio de Melo Rodrigues, 2017.

Figura 7: A cavidade erosiva com a intrusão de Diorito, possibilitando observar as diferenças rochosas entre o granito com aspecto rosado no seu entorno. A erosão esporádica química oriundas da chuvas de verão e invernadas possibilitou que o processo erosivo elucidasse as diferença entre as diferentes natureza do material rochoso. Imagem obtida por drone de autoria de Luiz Gomes de Almeida (Aluno do curso de Geografia PIBID -FABEJA).2017. 

ASPECTOS GEOLÓGICO - ORIGEM ARCO DA PEDRA FURADA.

Observação de campo no local fica notório no caso do Arco da Pedra Furada tem uma composição granítica menos dura e por isso menos resistentes a erosão e ao intemperismo. Por sua vez as rochas de diorito que anteriormente ocupava a cavidade arqueada, foram erodidas embora tenha dureza e seja mais denso que o granito. 

Segundo Gorky Mariano(2013) explana muito bem no seu artigo ao afirma que a ação erosiva que veio a formar o Arco da Pedra Furada, ocorreu devido a erosão diferencial, ou seja o desgaste desigual dos corpos rochosos devido a composição minerológica diferente, assim o arco granito foi ocupado anteriormente pelo corpo intrusivo de diorito anteriormente existente, mas tarde apos ataques erosivos foi desagregado por ação gravitacional  dando lugar a fenda.

Este processo de erosão esteve associado ao desenvolvimento de um sistema de fraturas sub-horizontais controladas principalmente por alívio de carga, e possivelmente associadas às estruturas primárias de fluxo magmático, deu início à formação do arco. Gorky Mariano afirma ainda que as fraturas controladas por alívio de carga são desenvolvidas quando o pacote de rochas que estava sobre o granito foi removido por erosão. A remoção da carga sobre o granito promove um alívio das tensões e o desenvolvimento de um sistema de fraturas sub-horizontais aproveitando as superfícies de fluxo magmático. Este sistema de fraturas favoreceu a queda de blocos por gravidade. É possível identificar blocos fraturados e passíveis de queda por gravidade



Figura 8: Ao analisar a paisagem considerando a fisionomia superior fica evidente que o bloco rochoso se destaca no entorno, e que embora na condição geomorfológica erosiva  compõe a Pedra Furada mostra-se diferente do seu entorno. Ver-se ainda o avanço dos intenso processo erosivos e a expansão da vegetação no entorno enaltecendo o ataque do intemperismo biológico. Imagem obtida por aparelhagem de filmagem tipo drone: Luiz Gomes de Almeida, 2017.)

No local onde se situa o Arco da Pedra Furada foi  possível observar processo erosivo eólicos, e ação de agente do intemperismos tipo físico, químico, e biológico atuando em materiais de durezas diferenciadas considerando anda as escala de tempo e mudanças climáticas no espaço .


Figura 9: Formações “Enxames de enclaves" (Gorky Mariano2013). A erosão eólica vem ampliandos essas cavidade .Fonte: Natalicio de melo Rodrigues.2017

Na parte inferior do Arco da Pedra Furada, observa-se uma grande quantidade de estruturas erosionais formando cavidades na rocha, ora na forma circular ora de forma elipsoidal, formações que faz lembrar ninhos de pássaros João de Barro. Segundo Gorky Mariano (2013), são formações alveolares e esse tipo de estrutura deve ter sido formado pela erosão de uma série orientada de enclaves de composição diorítica. “Enxames de enclaves” (enclave swarms), e que essas formações são muito comuns em granitóides cuja gênese é atribuída a uma forte influência de processos de mistura mecânica de magmas. Foi observado no local que essas cavidade citadas pelo autor vem sendo ampliadas em consequência de ação eólica e ampliando a ação de outros efeitos do intemperismo.

Sua estrutura rochosa dos blocos desagregado no entorno  o tipo rocha granítica com predomínio de feldspato rosa,  é cristalina e  de estrutura cristalização e visível a olho nu, portanto fanerítica, permitindo observar nitidamente os minerais rochoso, como é caso do feldspato rosa, a mica a tipo biotita preta, e cristais de quartzo. Nota-se uma cactácea é típica desse ambiente secos semiárido  dominados por Caatinga.


Figura 10: No agreste e sertão pernambucano onde o clima é semi-árido, como é caso da Microrregião do Agreste, área em que se situa o Arco da Pedra Furada as rochas do complexo cristalino dão origem a solos rasos e arenosos, extensos lajeiros de formações rochosas, depósitos de seixo desarestados, enormes matacões, morros isolados denominados pela Geomorfologia de Inselbergue característicos de erosões mecânicas. Observa-se na rocha os minerais de feldspato rosa e a biotita (preta) um mineral da família das micas. Foto; Natalicio de Melo Rodrigues, 2017.

REFERÊNCIAS
  • CORRÊA, Antonio Carlos de Barros, at all, MEGAGEOMORFOLOGIA E MORFOESTRUTURA DO PLANALTO DA BORBOREMA.Revista do Instituto Geológico, São Paulo, 31 (1/2), 35-52, 2010
  • TAIOLI,F.; et all , Decifrando a Terra, CEN.São paulo,2000.
  • JERRAM,D.;PETFORD,N.;Guia Geológico de Campo, Bookman, Porto Alegre-RS.2014.
  • MARIANO,G.; Correia,P.B.; Ferreira,R.V.; Accioly,A.C.A. 2013. Pedra Furada de Venturosa, PE - Raro arco granítico com enclaves dioríticos . In: Winge,M.; Schobbenhaus,C.; Souza,C.R.G.; Fernandes,A.C.S.; Berbert-Born,M.; Sallun filho,W.; Queiroz,E.T.; (Edit.) Sítios Geológicos e Paleontológicos do Brasil. Publicado na Internet em 01/07/2013 no endereço 


  • Sites: 
  • http://www.ecivilnet.com/dicionario/o-que-e-erosao-diferencial.html
  • http://sigep.cprm.gov.br/sitio063/sitio063.pdf

segunda-feira, 17 de julho de 2017

DEVONIANO NO BRASIL



O MAR DEVONIANO NO BRASIL

Autor: Prof. Dr. Natalício de Melo Rodrigues, 2017.
Texto em construção e sujeito a revisão.

O Devoniano.

Na escala de tempo geológico absoluto teórico, o Devoniano, é o período da era Paleozoica do éon Fanerozoico que está compreendido em média teórica em valores que oscilam entre 400 milhões e 360 milhões de anos atrás aproximadamente. O período Devoniano sucede o período Siluriano e precede o período Carbonífero, ambos de sua era, por ser extenso divide-se nas épocas Devoniana Inferior, Devoniana Média e Devoniana Superior, da mais antiga para a mais recente. Se crer que é desse período a formação de muitos dos depósitos de petróleo e gás natural que são explorados na atualidade.

Acredita-se também que durante o Devoniano, ocorreu uma grande proliferação da fauna marinha na forma de peixes, que dominam de vez os ambientes aquáticos, motivo pelo qual o Devoniano é conhecido como "A Era dos Peixes"; além dessa proliferação, surgem os primeiros peixes com mandíbula, os primeiros tubarões primitivos e os placodermos assumem o trono no topo da cadeia alimentar, porém se extinguem no final do período, afirma-se ainda que neste período que surgem os primeiros anfíbios.

O Mar Devoniano no Brasil.


No Brasil estudos são parcos e o pouco que se pesquisou para construção desse tema são quase que citações indiretas quando o tema é Período Devoniano, Mar Devoniano ou ainda Devoniano no Brasil. Por essa razão busquei expor algumas citações de que tenho conhecimento,do meu artigo da dissertação do mestrado e do doutorado na UFPE em geografia. Não é um conhecimento abrangente, e tem seu foco maior na área que envolve a Bacia do Recôncavo Jatobá, especificamente área que compõe o Parque Nacional do Catimbau que vivenciei e estudei por dez anos. Algumas das citações são de Gilberto Osório de Andrade e Manoel Correia de Andrade, esse último meu professor do qual pude tirar algumas dúvidas.

Nessa pesquisa apontou-se que DEVONIANO foi marcado por uma grande transgressão marinha, essa veio ocorrer possivelmente pelo flanco norte ou setentrional, condição ambiental em que esse antigo Mar Devoniano  era  uma continuação do antigo oceano que predominou na época, denominado de Oceano Pantalassa. Esse mar em outro momento geológico posterior recuou em razões associadas a fenômenos geológicos: a) um primeiro, antigo e datado do Devoniano, possivelmente relacionado a compressão convergente pré-andina que impulsionou os terrenos primitivo central do Brasil em direção ao Leste, esse enlevando-se deu início a um recuo, tal  fato geológico possivelmente se concretizou  no início do período Carbonífero; b) um outro, mais recente em termo geológico datado do inicio do Cretáceo, quando uma divergência de placas, a saber: as placas da América e da África se iniciou por movimento de convecção no manto uma divergência de placas, e consequente a fragmentação da Godwana, em tempo deu início a criação de um mar raso (pré-atlântico), por sua vez  a Oeste a placa Sul-Americana convergiu com a Placa de Nazca, em decorrência dessa convergência originou uma significativa orogenia a contraforte Oeste, que iniciou a elevação em forma de dobramentos moderno, como consequência uma orogenia soergue lentamente e de forma continuada o pré-planalto central brasileiro primitivo, essa elevação de terrenos andina findou no soerguimento das antigas bacias paleozoicas que hoje forma conjuntos de  planaltos sedimentares brasileiros.

Considerando a simulação do movimento das placas tectônicas do aplicativo EarthViewer 2.0 produzido por Mark E.Nielsen, PhD, percebe-se que no principio do Devoniano essa vasta invasão marinha estendeu-se por uma grande área do território que seria o Brasil tempos mais tarde. Essa transgressão marinha teria abrangido na época três grandes bacias sedimentares (Parnaíba, Amazônia e Paraná) confirmando assim o postulado por Mendes & Setembrino (1971), fato que iniciou um novo capítulo na história geológica brasileira. Na Amazônia por sua vez, o mar, provindo do geossinclinal Andino, já havia transgredido a bacia no Siluriano. Embora o mar tenha tido grande participação na evolução da parte brasileira do continente sul-americano, onde predominam as rochas de origem sedimentar continental, o que evidencia que o território brasileiro, em sua grande parte permaneceu emerso (Houghton Mifflincitado in Evolução de Um Continente -MC.GRAW-HILL do BRASIL,1975). E importante salientar que Durante a Era Paleozoica, não há registro da presença do Oceano que hoje é denomina-se Atlântico na faixa costeira do Brasil.

Os planaltos sedimentares soerguido no centro do Brasil indica que um mar esteve presente nas bacias brasileiras, definidamente no Devoniano até o final do Permiano (Houghton Mifflincitado in Evolução de Um Continente -MC.GRAW-HILL do BRASIL,1975), mas essa afirmação tem sido contestada, há autores que discorda, crendo que no carbonífero esse mar já não existia, como o caso de Mark E.Nielsen, PhD. Se crer ainda que quando esse oceano  na forma de mar que havia penetrado no setor setentrional, boreal  ou norte, e que veio encobrir a parte do que mais tarde iria constituir o semiárido nordestino, especificamente em sua maior extensão atinge grande parte do que é hoje  a Depressão Sertaneja.


Figura 2: Representação do mar Devoniano no Brasil: Os limites do que seria mais tarde o território do Brasil atual aparece na figura acima representado pela linha pontilhada na cor vermelha. Observa-se que a maior parte da terras que veio a constituir o território brasileiro aparece quase que inserido no Círculo Ártico (círculo em cor amarela), por sua vez, a representação do que seria o mar Devoniano em sua extensão maior aparece representado pela cor azul, nota-se que a ideia da tendencia que abrangeu em sua maior parte o semiárido com ênfase do que seria hoje a localização da depressão sertaneja e elucidado. As cores em tom verde representa as massas do antigo continente Gondwana. Fonte: EarthViewer app sistema ios Ipad. por Mark E.Nielsen, PhD, 2017.

Considerando a disposição nesse simulador, ver-se que esse período é marcado por intensas mudanças na localização geográfica, implicando mudanças nas condições geológicas, no clima pretérito, principalmente no fator climático latitude e consequente nas condições ambientais. Desse modo esse conjunto de massa de terras que constituía o antigo continente denominado Gondwana, e que mais tarde após fragmentação viria a constituir a América principalmente o Brasil e a África eram bastantes diferentes das atuais.

 Indícios Geológicos  Devoniano no Brasil

Segundo Antonio Teixeira Guerra (1980) afirma que  o clima é o mesmo do Ordoviciano e Siluriano - era uniforme de norte a sul. Há também indícios de clima áridos embora não haja registro de depósito de sal e gesso.  Os mapas geológicos do Brasil mostra que as áreas mais extensas de terrenos devonianos aparecem na Bacia do Amazonas, na Região  do Meio-Norte, no Estado de Mato Grosso, na Bahia e na Bacia do Paraná. Os afloramentos devonianos na  Bacia do Amazonas são maiores na margem esquerda do rio, sendo representados pelas camadas de Maecuru, Curuá e Erêre no estado do Pará (GUERRA,A.T.1980). Considerando os antecedentes geológicos relacionados a movimentos tectônicos de ordem epirogenético se crer que a disposição das terras também eram mais baixa que as atuais. 
Figura 3: mapa representando o antigo continente Gondwana no início Mesozoico. Fonte: Wikipédia.2017.

Argumento a luz da teoria tectônica de placas aplicada ao  Brasil ver-se que fazia parte do antigo continente Gondwana consistindo assim uma grande porção de terras que abrangia os atuais continentes África e América do Sul, e que ambos no Devoniano eram quase que totalmente abaixo do círculo polar árticos. Entretanto, embora a distribuição de suas terras embora já tivesse a forma semelhante a de um trapézio, muito parecido com as condições atuais que conhecemos hoje, porém havia um diferença na disposição, a parte estreita não era e voltada para o sul, mas sim para o sentido Leste-Oeste, e nessa época geológica  as cordilheiras do Andes ainda sequer  existiam. Portanto, eram condições paleoclimáticas bem diferentes das condições tropicais atuais. 

Possível condição ambiental das águas do mar devoniano.

Considerando a posição latitudinal da Godwana por Mark E.Nielsen, PhD observa-se que o Brasil situava-se bem abaixo do círculo polar ártico, nessas condições e considerando as leis da climatologia aplicada a ambientes de criosfera, tudo leva a entender que as águas durante o Devoniano  em sua maior parte  eram frias e possivelmente doce. Essa citada característica hídrica fria se deve porque nessa localização de baixa latitude sul, as temperaturas tendem a se comportar  em conformidade a latitude, assim quanto maior a latitude menor as temperaturas. Quanto a crer que a característica  de ser  as águas doce, decorre da condição das características que em geral são presentes  nas águas na atual criosfera. Conforme a climatologia se sabe que a água ao passar para o estado sólido não retém sais, assim por sua condições de latitude elevada essas águas tenderiam  a apresentar uma salinidade menor. 

O nordeste brasileiro no Devoniano.

O Nordeste constitui um importante testemunho de bacias sedimentares associado a fundo de mar, dotados de importantes formas de relevo como são os casos dos Planaltos sedimentares, bacias sedimentares e  morros testemunhos, evidencia fortemente a ideia de que essa região foi de fato sujeita a inundação marinha ainda no Devoniano. O melhor indício do Devoniano e de fato as formas de relevo citadas são encontradas na região o semiárido especificamente  na Depressão Sertaneja,em Pernambuco tem um dos melhores testemunho são as forma de relevo em arenito presente no Parque Nacional do Catimbau (Rodrigues, 2006, 2010; e a Formação Inajá (Barreto,1968)

Figura 4: Serra da s Torres inserida na Bacia do Jatoba- Buique-PE, na Geomorfologia a denominação dada a essa forma a conjunto de morro testemunho em arenito devoniano. Fonte: Natalício de melo.2014.

O Parque Nacional do Catimbau situa-se na cidade de Buique-PE, também conhecido como Vale do Catimbau, é um parque nacional brasileiro situado no estado de Pernambuco. Foi criado em 22 de agosto de 2002, abrange os limites territoriais dos municípios de Buíque, Ibimirim, Sertânia e Tupanatinga, entre o Agreste e o Sertão pernambucano e visa preservar amostras do bioma Caatinga. 

Suas formações geológicas são compostas de arenitos e apresenta-se um vasto e variado relevo diversificado na forma de chapadas sedimentares soerguidas, encostas abruptas, relevos de questas, morros testemunho e grandes vales abertos. É uma região de intensa erosão, o arenito possui diversas cores e tipos e alguns datam milhões de anos.  

Considerada Área de Extrema Importância Biológica, por apresentar cerca de duas mil cavernas e 28 cavernas-cemitério, registros de pinturas rupestres e artefatos da ocupação pré-histórica datados de pelo menos 6 000 anos. Os pesquisadores acharam 27 sítios arqueológicos no Vale do Catimbau. Dentro do parque há diversos pontos de visitação, inclusive a Pedra Furada, acredita-se que há milhares de anos o local onde fica a Pedra Furada era coberto pelo oceano e que a pedra se furou a partir da erosão causada pelo vento e pela água. O vale do Catimbau possui hoje elevações com altitude de 900 metros.




Figura 5: Frente de Custa em rochas sedimentar de arenito do período Devoniano denominado Morro da Tinideira borda frente a BR 232 em Arcoverde-PE na depressão Sertaneja. Fonte: Natalicio de Melo,2017.

Figura 6: Furna do Gato. Observa-se a formação de arenito datada de 400 m.a.
Fonte: Natalicio de Melo.  

Segundo Manoel Correia de Andrade as  chapadas sedimentares, fragmentadas e espalhadas pelo sertão de Pernambuco a oeste da Borborema e principalmente ao longo das cidades de Arcoverde, Sertânia, Ibimirim são testemunhos de um capeamento uniforme que teria existido na região quando esse fundo de mar foi elevado. "Tudo leva a crer que durante os períodos da era Secundaria especificamente o  um grande mar de interior deva ter coberto quase toda a porção norte do sertão do nordeste, no fundo do qual teriam se acumulado espessas camadas superpostas, os mais variados tipos de detritos sedimentares (ANDRADE,M.C.,1969)".

No final do Devoniano forças de tectônicas na forma de arqueamentos manifestaram-se no grande domo no central do Brasil e o soerguendo de forma lenta e continua. Se crer que esse domo se desenvolveu relacionado a forças divergentes decorrente do afastamento da África e da América do Sul que vieram a forma o Oceano Atlântico. 

Esse fenômeno geológico divergente das placas Sul-americana e África causou uma intumescia no Brasil manifestando-se na forma de um domo arqueado pode ter sido o responsável pelo desenvolvimento de uma rede radial exorreica ao oceano Atlântico que tanto contribui para condições intermitente reinante na drenagem hídrica no agreste pernambucano.

O Domo da Borborema e sua relação geológica com o período Devoniano.

Do ponto de vista geotectônico, o que individualiza o Nordeste é o fato de ser produzido nele uma das deformações pós-cretácicas do embasamento pré-cambriano que compartimentaram topograficamente o velho e rígido Escudo brasileiro num mosaico de planaltos a que se dá o nome abrangente de Planalto Brasileiro. No nordeste oriental propriamente dito essa deformação consistiu num bombeamento de grande raio e pouca altura,do tipo "abóbada de escudo", à custa do qual foram re-salientados maciços antigos que tinham sido extensivamente degradados durante o cretáceo, engendrando-se a partir dai grandes direções radiais duma drenagem grosseiramente centrifuga, representando pelos rios que correm para a costa setentrional (CE e RN), para o oriental e para o São Francisco ao sul (afluentes pernambucanos), tudo isso configurando o aspecto dômico do núcleo nordestino do Escudo, que desse modo se comporta como um centro de dispersão d'águas(ANDRADE,G.S.,1977). 
Observa-se na figura 7 acima as condições de drenagem gerais da rede hídrica das rios do Nordeste, ver-se que a província geológica denominada Planalto da Borborema funciona como um domo dispersor de águas do tipo Drenagem Radial. No verão e período de seca o centro do domo os rios por serem perene não escoa com a mesma intensidade que no verão. No inverno ao contrário relacionado ao período de intensos aguaceiros os rios intermitentes por natureza tornam-se perene realçando a superfície dômica dominante do Planalto da Borborema, funcionado assim como um grande centro dispersor de águas. Fonte da Imagem; Mapa o Caminho das Águas projeto de transposição do Rio São Francisco. Autor desconhecido.2010.

Assim, considerando Andrade(1977), esse domo que hoje permeia a geomorfologia do nordeste manifesta-se na condição de Domo arqueado denominado Borborema o que possivelmente fez recuar essas águas devonianas de modo que no início do período Carbonífero esse mar já não existe. Mas tarde já período Terciário cerca de 60 m.a. início Paleógeno a convergência das placas sul-americana e de Nazca ampliaram seu grau de convergência e manifestaram seu efeito na borda continental da América do Sul soerguendo-o, dessa forma condição geológica de orogenia fez soerguer as cordilheiras do Andes, consequentemente a Plataforma Brasileira foi reativada sob a fenômeno geológico denominado epirogênese condição em que a plataforma já inclinada foi ampliada e direcionada para o Oceano Atlântico em drenagem exorreica. 

Nessas condições geológicas de epirogênica os processos geomorfológicos até então reinantes foram invertidos, as antigas área de sedimentação passaram as ser erosivas, a partir desse momento se iniciou através de diversos ciclos erosivos a destruição da antigas coberturas sedimentares e a consequente exumação das superfícies aplainadas do embasamento cristalino do agreste e sertão do nordeste. No norte na região do  Amazonas restou apenas uma estreita faixa de água na forma de um rio denominado sanozama (significa amazonas em sentido inverso) que desloca-se do leste para oeste quando ainda sequer existia a cordilheira andina.

Formação Inajá

Segundo Barreto (1968) a formação Inajá é uma Unidade Estratigrafica pertence a Bacia do Jatobá e tem sua idade geológica inserida na Era Paleozoica e Período Devoniano. Essa camada  teve como ambiente  deposicional mares de plataforma rasa associado a condições hídricas fluviais. A exemplo da Formação Tacaratu Siluriana afloramento de forma continua, cuja área se estende desde a região SW do povoado de Moderna atual Central do Brasil,extremo N da bacia, até na porção sul da cidade de Inajá. Seus afloramentos mais  característicos estão situados na região do sitio Trocado a ESE do Frutuoso, nas proximidade do povoado de Moxotó e a Sul da Serra do Manari.  

Ainda segundo o autor as características litológicas aliadas  às estruturas sedimentares observadas em loco, além do seu conteúdo fossilífero, permitiu indicar um ambiente deposicional marinho  de plataforma rasa dominante, apresentando, de forma subordinada, um evento regressivo caracterizado pela implantação de um sistema fluvial entrelaçado com paleocorrentes (...).


Figura 8: Afloramento da Formação Inajá na Bacia do Jatobá, situada no Sítio Trocado, Povoado de Campos- Ibimirm-PE. Essas sedimentação apresenta arenitos médios e grosseiros com porções bastantes oxidadas, e ferruginosas, e em cores que variam do róseos e avermelhados. Fonte: Canal M19 .Rodrigues,N.M.2006.

Parque do Catimbau: testemunho do mar Devoniano *

Essa imensa formação de arenito presente na paisagem do parque do Catimbau tem uma origem bastante singular. Segundo Petri & Fulfaro (1983, p.4-8), toda a área do sertão pernambucano constituiu, num passado geológico, fundo de mar, de modo que se estabeleceu no Siluro-Devoniano a maior transgressão marinha do continente americano. Teorias apontam que esse mar teria inundado a América do Sul pelo ocidente, através da borda continental, onde atualmente se encontra a cordilheira dos Andes. Assim, durante esse período a plataforma sul-americana encontrava-se imersa (PETRI & FULFARO, 1983, p.317), a não ser por uma estreita faixa de terras emersas situada na extensão das atuais Guianas até a Bolívia setentrional.

Mendes & Setembrino (1971), por sua vez, afirmam que durante o Devoniano, esse mar teria inundando as bacias brasileiras até o Permiano. Quando atingiu sua maior extensão esse mar recobriu e, teria unido por determinado tempo três bacias sedimentares brasileiras: a Amazônica, do Paraná e Parnaíba (SALGADO-LABOURIAU, 2001, p.178). 

Daemon (1976) apud PETRY & FULFARO (1983), trabalhando num contexto global, corroboram a ligação entre as três grandes bacias brasileiras durante boa parte do Devoniano brasileiro, principalmente no Devoniano Médio. Essas bacias se comunicavam entre si por corredores. “Um corredor de rumo nordeste passaria pela futura fossa tectônica de Barreirinhas”. Outro “corredor” dirigido para leste ligaria a bacia à região do Jatobá, Estado de Pernambuco “(PETRI & FULFARO, 1983) e, finalmente, um outro “corredor” que estabelecia ligação com a Bacia do Paraná. Nesse período, o Brasil e a África ainda se encontravam unidos em uma grande massa continental, Gondwana.


Figura 8; Observa-se um mapa do estado de Pernambuco, as cores em vermelho representam onde predominam os Terrenos Ígneos Metamórficos do Pré-Cambriano, as cores verde, amarelo, laranja e roxo as bacias sedimentares. O terrenos sedimentares devonianos estão representados pela com marron são presentes na Bacia do Tucano-Jatobá, no mapa essa bacia esta situado nos limites dos estados de Alagoas e Bahia e o Rio São Francisco.Fonte; ATLAS DE PERNAMBUCO,2003.

Com a separação da América do Sul ocorreu o soerguimento andino. Este fenômeno epirogenético soergueu parcialmente as plataformas e bacias sedimentares. Acarretou, ainda, um recuo total do mar interior Devoniano. Esse fenômeno geológico é o que explica o porquê dos planaltos ocuparem cerca de dois terços do território nacional, daí a expressão “o Brasil é uma terra de planaltos” (OLIVA & GIANSANTI, 1999, p.218; ROSS, 2001, p.50-64). 

Outro importante e principal evento a ser destacado nesse processo refere-se ao modo como se deu a erosão (ROSS, 2001, p. 51-65). Esses processos erosivos lentos e contínuos se estabeleceram justamente nas áreas em que havia o contato entre os planaltos de terrenos cristalinos (plataformas, também denominados de cinturões orogênicos) e, os planaltos sedimentares. Essa erosão contínua acabou resultando em um rebaixamento expressivo nas bordas dos escudos cristalinos, devido à erosão intensa nas bacias (ROSS, 2001, p.51-65). 

Jatobá & Lins (2001, p.71) afirmam que os processos erosivos presentes nas bordas de bacias determinaram a formação de cuestas no Brasil’. À proporção em que esses antigos fundos de mares iam sendo promovidos a elevadas terras emersas, deixaram de representar áreas de sedimentação para oferecer superfícies fortemente trabalhadas por agentes erosivos de climas úmidos e, posteriormente, secos. A “erosão conseguiu, ao longo de milhões de anos, entalhar, desmontar e carrear quase que totalmente o espesso capeamento sedimentar” de origem marinha do período devoniano, fazendo ‘desenterrar o piso do embasamento cristalino’ (ANDRADE, 1977, p.69).

Dessa forma, a origem do Catimbau estaria associada a importantes e seqüenciados processos geológicos e geomorfológicos presentes na história geológica do Fanerozoico no Brasil. A possível seqüência desses eventos obedeceria primeiramente, à seguinte ordem: “a) início da formação das bacias intracratônicas no Siluriano ou aurora do Devoniano formando uma peneplanície pré-devoniana; b) ocorrência de uma grande transgressão marinha no Devoniano, denominada fase talassocrática; c) um desaparecimento dos mares no Neopaleozóico; d) desenvolvimento de fossas tectônicas costeiras no Neojurássico (Reativação Waldeniana) – fase geocrática; desaparecimento da individualidade das bacias intracratônicas no cretáceo (PETRI & FULFARO, 1983, p.08)”. Assim, após a reativação da plataforma os sedimentos soerguidos foram erodidos por circundenudação, resultando em um relevo cuestiforme.

Percebe-se, ao exame dessas citações, a exemplo de: Mendes (1971); Andrade (1977); Petri & Fulfaro (1983); Salgado & Laboriau (2001); Popp (2002); Ross (2001), entre outros, uma tendência em considerar de fato a existência de uma transgressão marinha no interior do Brasil durante o Devoniano. Por isso, quando se analisam os parques nacionais do nordeste, a exemplo do Parque Nacional da Diamantina (MG); da Serra da Capivara (PI); da Serra das Confusões (PI); Sete Cidades (PI); Ubajara (PI) e do Catimbau (PE), todos guardam uma semelhanças geológicas, pois são formados por arenitos continentais. 

Assim, ao exame das citações, parece não haver duvida que a caatinga do nordeste brasileiro, no pretérito, esteve mesmo submersa em águas doce. No Parque Nacional do Catimbau a grande evidência desse fenômeno geológico é a presença do arenito. Aliás, tem sido esse aspecto que muitas vezes tem prevalecido como elemento fundamental para a criação de alguns parques nacionais nordestinos.


Imagens do Parque do Catimbau

Erosão eólica. Fonte: Natalicio de Melo.
Serra das Torres. Fonte:Natalicio de Melo

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REFERENCIAS
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  • Natalicio de Melo Rodrigues, POTENCIALIDADES E IMPACTOS AMBIENTAIS NO PARQUE NACIONAL DO CATIMBAU E SUA ZONA DE AMORTECIMENTO -Universidade Federal de Pernambuco, CFCH,-CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS, CURSO DE MESTRADO EM GESTÃO E POLÍTICAS AMBIENTAIS. Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado em Gestão e Políticas Ambientais da Universidade Federal de Pernambuco como parte dos requisitos para obtenção do grau de mestre. Mestrando. Orienadora Dra. Eugênia Cristina Gonçalves Pereira.