Coordenador do NEPE, PIBID de Geografia -FBJ, CoordenadorMestre e Doutor (Phd) em Geografia - UFPE

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Doutor em Geografia (stricto sensu) - Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2012); Mestre em Gestão e Politicas Ambientais (stricto sensu) - UFPE (2009); Especialista em Ensino Superior de Geografia (lato Sensu) - Universidade de Pernambuco - UPE (1998); Licenciatura Plena em Geografia - Centro de Ensino Superior de Arcoverde - CESA (1985);   Coordenador do PIBID - Geografia Professor; Orientador de Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC, na Graduação e Pós-Graduação (Latu Sensu).

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O Relevo do Brasil segundo Jurandyr Ross

O RELEVO DE JURANDYR ROSS - CONHECENDO NA PRÁTICA DE CAMPO E NA CONSTRUÇÃO DE MAQUETE OS CONCEITOS E FUNCIONALIDADE DO RELEVO BRASILEIRO. 


Passos do Projeto: 

1.Aula teórica em sala de aula;
2. Montagem da maquete (exposto aqui passo a passo);
3. Construção do perfil de elevação do relevo usando o Google Earth;
4. Aula de campo com objetivo de visualizar unidades: Planalto, Planície e Depressão;
5.Construção de vídeo sobre o Planalto da Borborema;
6. Construção de artigo e publicação em livro. 
7. Baixe o PPT no site :slideshare.net

Autor: Dr.Natalicio de Melo Rodrigues
Ms.Lindhiane Farias


Vídeo produzido na condição de resultados:



Serras das Russas, Coordenadas; Latitude: 8°10'56" S, Longitude: 36º 29'48" localizada no Setor Maciços Remobizados do Domínio da Zona Transversal do Planalto da Borborema.

Maquetes produzida na condição de resultados na Escola.


   Alunos e estagiários do PIBID Geografia -Lajedo-PE

 INTRODUÇÃO

O objetivo desse artigo é relatar que foi possível montar uma representação em maquetes do relevo brasileiro, considerando os conceitos de Nivel I (Planalto, Planície e Depressão) desenvolvidos por Jurandyr Ross, usualmente presente nos livros didático de geografia de nível médio na forma de figura.

A construção da maquete da representação desses conceitos que elucida as três formas balizadoras do relevo da superfície do Brasil, foi antecedida por duas outras etapas sucessivas e complementares, a exposição teórica conceitual e a prática de pesquisa de campo. Essa metodologia aplicada visou aproximação real da percepção conceitual representada pelas representações figurativa presente nos livros, com a manifestação real e seus usos das formas de relevo definidos por Jurandyr Ross que estão materializada na paisagem natural.

Admoestando sempre que a execução dessa atividade teve como base as recomendações do Pro. Dr Aziz Ab' Saber (1975) em seu artigo Forma de Relevo quando recomenda aos pesquisadores o cuidado na explicação da origem das formas, seu desenvolvimento e condições atuais do relevo, afirmando que a superfície da Terra não foi esculpida apenas por simples e isolados processos de erosão, mas sim um conjunto de ações dinâmicas combinados. Entretanto, numerosos livros didáticos continuam a enumerar os tipos isolados de erosão, responsabilizando este ou aquele processo erosivo por todas as feições do relevo terrestre. O mesmo adverte que na realidade temos que corrigir de imediato tal distorção, incluindo pelo menos algumas ideias básicas:

1 — Os fatores responsáveis pela elaboração das formas de relevo são sempre combinações regionais de processos, dependentes das condições climáticas (e hidroclimáticas) de cada área;

2 — O relevo atual é sempre uma herança de prolongados processos combinados de erosão, que
variaram muitas vezes no decorrer do tempo;

3 — A explicação das feições erosivas, feições residuais e feições deposicionais é muito mais complexa do que se imaginava até há poucos anos.

Essa advertência é de fundamental importância, por isso é importante que o pesquisador busque outras fontes que levem as explicações das razões das condições atuais do relevo brasileiro. O uso aqui da classificação do relevo de Jurandyr Ross, foi motivado em parte entender o modelo explicativo e como transformar esses conceitos teóricos  em uma pesquisa de campo.   




JUSTIFICATIVAS

Esse projeto se justifica na medida que veio permitir os pesquisadores professores envolvido no PIBID de Geografia da Faculdade de Belo Jardim a conhecer os conceitos de Jurandyr Sanches Ross, saber atribuir os conceitos das unidades a ideia dinâmica do funcionamento dos Planaltos e Depressões como superfície sujeitas a processos de denudação marginal e circundesnudação a qual estão submetidos, e também os processos de acumulação manifestado nas as Planícies. Nesse sentido a construção de uma maquete em três dimensões tem a função de permitir visualizar o posicionamento nas escalas temporais e espaciais das feições de relevo, sua submissão a dinâmica planetária da Litosfera a qual se atribuí ao relevo brasileiro.  A viabilidade desse projeto tornou-se possível em grande parte pela condição privilegiada no sentido geológico de geomorfológico de localização da distribuição dos arranjos espaciais da unidade de relevo Depressões, os Planaltos e as Planicies no Estado de Pernambuco de forma linear.

Figura 1: Na figura acima observa-se um recorte do mapa de Relevo Brasileiro desenvolvido por Jurandyr Ross, nota-se ainda um traçado em cor cinza mostrando a distribuição linear das unidades de relevo utilizado no o percurso da excursão.



Figura 2: O mapa de Pernambuco com a indicação da BR 232 que foi utilizada para realizar o percurso durante a excursão par aula de campo. A seta em cor verde mostra o ponto inicial da Depressão sertaneja no município de Arcoverde-PE. O ponto em cor azul é cidade de Belo Jardim.

Nessa condição o estado de Pernambuco torna-se por sua localização e suas  características geológica e geomorfológica, uma excelente campo de pesquisa, uma vez que por essas condições naturais é possível visita no mesmo estado as três formas utilizada por Ross na classificação do relevo brasileiro, essa condição e potencializada mais ainda  porque as unidades é de fácil acesso, uma vez que distribuem-se na rota que pode ser percorrido em veículo via rodovia federal BR 232, que se estende de Recife na Unidade Planície Litorânea, perpassando em um segundo momento sobre grande parte do Planalto de Borborema no sentido Petrolina, seguindo a grande Falha Geológica denominado por JATOBÁ,L.(2008) Lineamento Pernambucano, até chegar as bordas da Depressão Sertaneja e São Francisco nos limite de Arcoverde em trajeto de cerca de 250 km, distancia linear  que pode ser percorrido até mesmo em um só dia, dessa forma tornando-se possível utilizar essas potencialidade para o entendimento do conceitos estabelecidos na Classificação de Ross.

CONSTRUÇÃO DO PERFIL DE ELEVAÇÃO DA ROTA BELO JARDIM RECIFE


Observa-se na figura acima uma linha em cor vermelha elucidando o roteiro Belo Jardim -Recife, apontando o ponto de partida Belo Jardim situado no Agreste setentrional de Pernambuco  e ponto final na Planície Litorânea do Recife. Embaixo no gráfico é possível notar que o ponte de partida em Belo Jardim se situa em contas altimétricas bem mais elevada representado em cor rosa que o litoral onde as cotas são rebaixadas e menos de cinco metros de altitude em relação a cotas centrais do Planalto. Para a construção do perfil de elevação do roteiro foi utilizada a ferramenta Perfil de elevação do Google Earth Clique:(Perfil de elevação).

FASES DO DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

O projeto se distribui em quatro  fases distintas e complementares, uma primeira denominada de Aula de Construção Conceitual e Aspectos Teóricos, uma segunda com leitura e análise do texto RELEVO BRASILEIRO - Uma Nova Proposta de Classificação Jurandyr Luciano Sanchcs Ross; etapa em que os pesquisadores aprende a justificativas dos conceitos, em um terceiro momento  o pesquisadores são convidados  são motivados a construírem uma maquete que represente os aspectos das formas de relevo e sua função no ciclo do relevo, e por fim na fase final e complementar os pesquisadores são convidados a participar de uma excursão prática as unidades do relevo para a leitura de paisagem das formas presente nas grandes estruturas de relevo elucidada nas teoria de classificação de Jurandyr Ross. Por fim todas essas fases foram  registradas na forma de arquivo digital em fotografia, resumos, produção de videos, que posteriormente  foram divulgadas no Blog GeoEstudos e na rede social Facebook, quanto ao  vídeo (ainda em fase de produção) divulgado no canal site denominado YOUTUBE.
  • 1.AULA DE CONSTRUÇÃO DOS CONCEITOS E ASPECTOS TEÓRICOS E A POTENCIALIDADE DE PERNAMBUCO NO ESTUDO DO RELEVO BRASILEIRO 

O estado de Pernambuco torna-se por suas características geológica e geomorfológica uma excelente campo de pesquisa uma vez que é possível visita no mesmo estado as três formas utilizada por Ross para classificar o relevo brasileiro, melhor ainda em uma só rota pela rodovia federal BR 232, rodovia que se estende desde Recife inserido na Unidade nº 28 Planície e Tabuleiros Litorâneos, percorrendo em um segundo momento sobre a Unidade nº 10 Planalto de Borborema, no sentido Petrolina, até o encontro das bordas da Unidade nº 19 Depressão Sertaneja-São Francisco nos limite de Arcoverde, em trajeto de cerca de 250 km que pode ser percorrido em um só dia.



A classificação de Jurandyr Ross propôs uma divisão do relevo do Brasil  mais complexa que as anteriores. Sua proposta é importante porque resulta de um trabalho realizado com o uso de técnicas ultramodernas, que permitem saber com mais conhecimento como é formado o relevo brasileiro. Esse  conhecimento é fundamental para vários projetos (exploração de recursos minerais, agricultura) desenvolvidos no país.


O trabalho do novo mapa de relevo apresentado pelo professor Jurandyr Ross tem como referências básicas:
  • a gênese e a idade das forma do relevo;
  • o conteúdo geológico, ou seja das forma de relevo;
  • os processos atuantes  na dinâmica do relevo, ou seja, na dinâmica do relevo, ou seja a fotodinâmica, relacionada com as forças endógenas ( de atuação interna) e exógenas (de atuação externa)    
Ross afirma que "desse modo o relevo é produto do antagonismo de forças que atuam de dentro para fora, através da litosfera e da energia do interior da Terra; e de fora para dentro, através da atmosfera", se referindo especificamente às forças endógenas e exógenas.

Segundo o autor, " a energia endógena, representa pelas litologia e seu arranjo estrutural e pelas pressões magmáticas, cria formas estruturais nos relevos da superfície terrestre. Já a energia exógena, comandada pelo Sol através da camada gasosa que envolve a Terra, produz o desgaste erosivo das formas estruturais que gera a esculturação" . Portanto, a estrutura e escultura se combinam para explicar os fatos físicos que são demonstrados pelas formas de relevo.   O substrato, ou seja, a composição dos materiais, bem como a ação do tempo cronológico, da energia e dos fatores morfoclimáticos ou do tempo atmosférico se entrecruzam e se combinam em suas ações. (...)          


O novo mapa de Jurandir Ross apresenta-se em três níveis de complexidade, denominados Nível I, Nivel II e Nivel III.
  • O Nível I é uma forma simplificada, de acesso fácil e imediato e apresenta as formas de relevo em três tipos; os Planalto, as Depressão e as Planícies.
  • O Nível II é uma forma intermediária, de assimilação mais complexa que o nível I. Apresenta os Planaltos, as Depressões e as Planícies, e os Tipos de Rochas que compões essas unidades distribuídas em dois tipos Cristalinos para alguns Planalto e Depressão e as Sedimentares para alguns planaltos, depressões e todas as Planícies.
  • O Nível III é a classificação completa, com todos os elementos pesquisa  pesquisados pelo professor Ross. Apresenta os Planaltos dos tipos: Bacias Sedimentares, Intrusões e coberturas residuais de plataforma; Cinturões orogênicos, Núcleos cristalinos arqueados.
Nesse projeto de pesquisa em sua fase inicial concentra-se apenas no apenas o Nível I, e tem como foco principal entender a função de cada uma dessa unidade na escalo regional do Agreste, Sertão e Litoral no estado de Pernambuco. 





PLANALTOS:

1. Amazônia Oriental;
2. Planaltos e chapadas da Bacia do Parnaíba;
3. Planaltos e chapadas da Bacia do Paraná;
4. Planalto e chapada dos Parecis;
5. Planaltos residuais norte-amazônicos;
6. Planaltos residuais sul-amazônicos;
7. Planaltos e serras de Leste-Sudeste;
8. Planaltos e serras de Goiás-Minas;
9. Planaltos e serras residuais do alto Paraguai;
11. Sul-Rio-grandense.

Vista parcial do Planalto da Borborema visto da Pedra do Cachorro. Fonte: Natalicio de Melo Rodrigues, 2015.



DEPRESSÕES:

12. Amazônia Ocidental;
13. Norte-Amazônica;
14. Sul-Amazônica;
15. Araguaia-Tocantins;
16. Cuiabana;
17. Alto Paraguai-Guaporé;
18. Miranda;
19. Sertaneja-São Francisco;
20. Tocantins;
21. Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná;
22. Periférica Sul-Rio-grandense.

Depressão Sertaneja visto da Serra de Santa Rita no muncipio de Arcoverde margem da BR 232. Fonte: Natalício de Melo, 2015.

PLANÍCIES:

23. Rio Amazonas;
24. Rio Araguaia;
25. Pantanal do Rio Guaporé;
26. Pantanal Mato-grossense;
27. Lagoas dos Patos e Mirim; 
28. Planícies e tabuleiros litorâneos.

Planicie Fluvio marinha da Cidade do Recife, Fonte: Jc.2015. 
OS TAXONS  

Ross também elucida ao pesquisadores os níveis de analises da formas de relevo, considerando a escala de analise e como cada unidade se distribui em unidades taxonômicas,  por exemplo no Projeto foi realizado visita a três unidade sendo elas: uma DEPRESSÃO particularmente  a unidade nº19 denominada Depressão Sertaneja - São Francisco;  um PLANALTO o denominado nº 10 Planalto da  Borborema, e por fim uma PLANÍCIES  numero 28 denominada de Planicie e Tabuleiros Litorâneos. Observando a gráfico de Taxon, ver-se que o Planalto da Borborema, Depressão Sertaneja e a Planicie se enquadram no 2º Taxon como uma unidade Morfoescultural, o que permite entender que seu papel é erosiva e delimitado por declives, condição em que os sedimentos erodidos são levados ou carreados para a Planicie Litorânea. Quando a depressão o papel de condição sujeito a erosão também lhe é reservado, mas uma diferença de drenagem fica bem visivel, enquanto que a maior parte do rios que nascem nas escarpas do Planalto da Borborema tem uma drenagem exórreica direta para o oceano, é caso por exemplo do Rio Ipojuca, Rio Una, o rio Capibaride e o rio Beberibe, ao contrário dos rios  da Depressão Sertaneja, como é caso do Brigida, Moxotó que drenam para os rio São Francisco em um primeiro momento, como se comportassem como endorreico momentaneamente até que o São Francisco leve suas aguas ao oceano. 



Modelo esquemático das unidades de Taxon aplicados a analises da escalas nives de formas de relevo.

2.A CONSTRUÇÃO DE UMA MAQUETE DO  MAPA DE RELEVO BRASILEIRO

 A maquete, assim como o desenho, tem papel fundamental no processo de elaboração de projetos de Cartografia, entretanto a maquete tem uma vantagem, isso porque na forma de modelo de representação física e em escala reduzida permite uma ideia da função das formas no ciclo do relevo, condição que é valida também para um mapa de bacias hidrográfica ou de relevo como é esse caso particular do Relevo do Brasil de Jurandyr Ross, nessa condição torna-se um instrumento de extensão das extensão das linhas de um mapa, com a vantagem de possibilitar a manipulação da terceira dimensão, mas não pretende ser uma elucidação da formas como de fato ocorre na natureza, mas apenas representação da função das formas. 

 A maquete, nessa fase, é útil também para testar escalas cartográficas e, assim, enriquecer o processo, interagindo com as demais linguagens gráficas ou de modelos. A hipótese deste trabalho supõe que, na formação do geógrafo ou licenciado  as maquetes de concepção física e manual são fundamentais para treinar a habilidade de manual e percepção do olhar, o mesmo se pode dizer sobre a interação em grupo e sentido de cooperação, sendo importante instrumento para estimular o sensação e a percepção ao espacial e tectônica, contribuindo para o aguçamento do processo criativo desse projeto em todas as suas fases. 

Assim, esse projeto de pesquisa consistiu em verificar como o uso da maquete de concepção física pode ser suporte criativo nas fases iniciais da formação do professor. Para tanto, realizou-se uma pesquisa a ao por meio de oficinas de maquetes junto a alunos  do um curso de de Geografia do PIBID. A partir da analise dos resultados, o trabalho aponta diretrizes gerais para o uso da maquete física manual como instrumento pedagógico de estímulo à criatividade  dos professores, bem como apresenta contribui para a sistematiza ao e conscientiza ao do processo de projeto a partir da utiliza ao da maquete de concepção manual


Também ao tomar contato com os modelos tridimensionais reduzidos sobre o lugar, é possível desenvolver a construção do conhecimento dos espaços: vivido, percebido e o concebido. Conforme Almeida & Passini (1991, p. 26 e 27), estes seriam os níveis da evolução da criança para a construção do conhecimento, em que o espaço vivido seria o vivenciado por meio do movimento e do deslocamento. Portanto, o espaço físico e o percebido seria o que permanece na “mente” pesquisador, ou seja, não há necessidade de experimentos físicos, e o percebido seria as relações espaciais entre elementos através de sua representação.
O uso deste material poderá propiciar ao aluno a noção de perspectiva que passa a conservar a posição dos objetos permitindo fazer uma relação topológica, a visualização do relevo, percebendo sua altitude e sua declividade, relações estas mais difíceis de ocorrer em um mapa, principalmente quando representados por curvas de nível que exige um grau de compreensão e abstração maior do estudante (SAMIELLI, M.E.1992).

O MATERIAL

O material para construção da maquete:
02.Folha de isopor de 5 mm tipo 01 de *50 x 1,00 (uso na representação das Planícies).
02.Folha de isopor de 10 mm tipo 01 (uso da representação da Depressões).
01.Folha de isopor de 15 mm tipo 01 (uso na representação dos Planaltos).
01.Cola de isopor 500 ml.  
01.Cortador de EPS (isopor).
01.Folha de borracha 90 x 90 mm de cor verde para representar as planícies.
01.Folha de borracha 90 x 90 mm de cor amarela para as representar as depressões.
01.Folha de borracha 90 x 90 mm de cor marrom para representar os planaltos.
03.Moldes em folha fina do mapa de relevo medindo 1.00 m2(Quadrado)
02 tubos de tinta cor amarelo para contorno do isopor (Depressão)
02 tubos de tinta cor marrom para contorno do isopor (Planaltos)
02 tubos de tinta cor verde para contorno de isopor (Planície)

*Observação a folha de isopor é 50 x 1,00 logo menor que a folha de emborrachado, isso significa que se faz necessário colar duas folhas de isopor para dar suporte ao molde emborrachado. Essa condição se repete por duas vezes.  O material que sobre do isopor pode ser aproveitado para confecção dos planalto por isso na relação tem a recomendação de apenas uma folha.

O MÉTODO CARTOGRÁFICO

   
Para apresentação da aula foi utilizado um banner com as representações do modelo de Jurandyr Ross medindo 1.00 mm x 1.00 mm. Foi construído também um aula em PPT detalhando as unidade Planalto da Borborema, Planície Litorânea e a Depressão Sertaneja, todas essas unidade foram visitadas em Pernambuco no sentido Arcoverde (Inicio da Depressão) segundo pela BR 232 cruzando a Unidade 10 Planalto da Borborema e findado no marco Zero em Recife, que será detalhado no tópico Excursão. 


Molde em Banner para explanação dos conteúdos e conceitos. A esquerda o Prof. Doutor Natalicio de Melo, a direita a Professora Mestre e Diretora da FABEJA Lindhiane Farias.  


Molde em papel que após recortado o mapa do Brasil usado para traçar o contorno sobre a folha do emborrachado verde.


 1ª Etapa: Construção da representação das Planícies. 
Na imagem ver-se a esquerda o prof.Dr.Natalicio de Melo, a direita a prof.Ms.Socorro 


 Figura 1: Observa-se na figura acima o uso do emborrachado sendo colocado na mesa para recorte e representação das Planícies.  
 


Figura 2: O molde nesse primeiro momento deve ser cortado com muito cuidado seguindo toda a linha exterior que representa o mapa do Brasil, e depois deve ser colocado sobre a folha do emborrachado verdeAutor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015




Figura 3: Prenda a folha emborrachada verde na mesa e coloque o molde de papel mapa sobre o emborrachado verde trace o contorno de todo o mapa do Brasil.



Figura 4: Após desenhar o contorno do relevo do Brasil corte o emborrachado verde seguindo o contorno traçado recorte a peça. Nessa etapa pode ser usado um estilete ou um tesoura pequena com corte afiado. 
 Figura 5Observa-se que os pesquisadores estão utilizando o estilete para o corte da peça emborrachada.Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015

Figura 6: Ver-se a peça emborrachada verde pronta sendo apenas retocada e conferida. O emborrachado verde ser a base de toda as demais peças. Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015 


Figura 7: A peça folha emborrachada após o corte e colada sobre a folha isopor de 5 mm. Observe que há uma folha de isopor por baixo do emborrachado.

Figura 8: Observe que o pesquisador está finalizando a peça emborrachado verde sobre a folha de isopor de 5 mm com a pintura do contorno, esse procedimento evita que o contorno fique branco. O corte do isopor pode ser feito com fio quente ou cotador de EPS .Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015.


2ª Etapa: Construção dos moldes das Depressões com folha emborrachado amarelo



Figura 9: Para realizar essa fase do recorte do emborrachado amarelo que representa as depressões que no mapa aparece em cor azul escuro ( a cor original usado por Jurandyr Ross é o amarelo), se faz necessário : Primeiro pegue o molde de papel que foi usado para delimitar todo o Brasil como vê acima na figura, e recorte todas as unidade de cor verde (Planícies) do molde mapa em papel. Após recortar retirando as partes verdes do molde de papel  o mapa do Brasil molde ficara menor, repita esse procedimento para retirar a unidade 24 do recorte central que representa a planície do Araguaia. Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015     



Figura 10: Observa-se que após recortar o mapa retirando as planícies, o mapa ficara dividido em três partes. Agora é cole a folha de emborrachado amarelo sobre isopor de 10 mm para produzir o molde isopor. Após as peças emborrachada amarela se colado sobro  o isopor deve-se cortar o excesso de isopor com fio quente, após o corte com fio quente o mapa vai ficar como vista na figura acima. Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015

 
Figura 11: Observa-se a finalização do contorno da peça que representa as depressões em cor amarelo com as duas folha já coladas, a folha emborrachada amarela e o isopor de 10 mm. Após esse passo pinte as bordas de amarelo. Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015



Figura12: Observa-se a peça que representa as depressões com amarela finalizada e colada sobre a peça que representa as planícies. Percebe que o emborrachado verde fica em relevo e sobrasei  permitindo visualização das planícies. Nesse condição fica evidenciado que as planícies funcionam como receptora de sedimentos vindo das depressõesAutor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015


3ª Etapa: produção das  unidades que representam os Planaltos.   



Figura 13: Produção e recorte das peças que representa os Planaltos e aplicação do emborrachado sobre o isopor de 15 mm. Nessa etapa voçê deve recortar do molde de papel todas os recortes que representam os Planalto (cor marrom). Após recortar aplique sobre o emborrachado, e seguida aplique o emborrachado sobre o isopor.  Vai perceber que o procedimento se assemelha ao anterior aplicado as depressões. Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015

Figura 14: Finalização dos contornos das unidades que representam os planaltos.Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015




Figura 15: Observa-se as junções dos três dimensões que formam o mapa de relevo de Jurandir Ross. O verde representando as Planícies, o amarelo que representa as Depressões e por fim o marron que representa os Planaltos.


Figura 16: peça finalizada com a representação das três unidades de relevo. Observa-se  que os Planaltos em cor marrom e mais alto que as depressões (amarelo), e as depressões mais altos que as planícies (verde)Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015



Peça finalizada a disposição do laboratório da Escola para uso em sala de aulas nas aulas de Geografia. Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015.


3. DA EXCURSÃO


Teve como objetivo visitas as três unidades de relevo conforme classificação de Jurandir Ross, a saber uma unidade de Planalto, que em Pernambuco local de desenvolvimento do Projeto denomina-se n° 10.Planalto da Borborema;  uma Planicie denominada nº 28. Planícies e tabuleiros litorâneos, e  uma unidade do tipo Depressão denominada aqui de Depressão Sertaneja e São Francisco.


O PLANALTO DA BORBOREMA


O Planalto da Borborema segundo (ANDRADE,M.C,2003), trata-se de um dos grandes compartimentos regionais de relevo situados no nordeste. Esse Planalto distribui-se sobre um conjunto maciço ou blocos falhados e dobrados, por sua extensão assume forma de relevo delimitada por declives onde predomina processos erosivos químicos, físicos e biológicos, e que se distribuem de forma contínuas mas não linear, ao longo da fachada do Nordeste oriental do Brasil, ao norte das margens norte e nordeste das bordas da bacia do rio São Francisco, por sua distribuição sobre materiais rochosos de dureza variável tem sua cotas altimétricas que oscilam em números entre 200 metros nas bordas das margens da bacia norte e nordeste do Rio São Francisco em Pernambuco até cotas mais elevadas que superam 1.000 metros distribuídas aleatoriamente, como são os casos de Garanhuns, Triunfo e Brejo da Madre de Deus, muitas destas em áreas aplainadas como é o caso de Garanhuns,  são as denominadas cimeiras(ANDRADE,M.C,2003);( AB'SABER,1952); (ROSS,J.S.1996).





Observa-se acima a vista da paisagem da cidade de Arcoverde, localizado nas Coordenadas geográfica 8°25'15" de Latitude, e Longitude 37°03'43", no qual tem seu sitio no inicio no final da escarpa das Serras do Mimoso e inicio da borda da Depressão Sertaneja-São Francisco, e distribui sua mancha urbana ao longo do  entorno do estreito Vale do Riacho do Mel, tendo como limite Norte e visto ao fundo dessa imagem um extenso aliamento de escarpas de falha pertencente ao conjunto maior denominado Falha Lineamento de Pernambuco, que tem sua vertentes voltadas para o Riacho do Mel  afluente primário do Rio Moxotó que como os demais rios do sertão pernambucano são afluentes do Rio São Francisco. . Observa-se . Fonte: Natalício de Melo Rodrigues, 2014.

O campo ao ar livre e também um lugar de exercício de aprendizagem assim como também é o ambiente da salas de aula da escola. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) destacam não somente a aula, excursão de campo, mas também os conteúdos da geografia física no seu lugar e função na importância de os alunos conhecerem e valorizarem as características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais e de se perceberem integrantes e agentes transformadores do ambiente. Embora esses pontos possam ser trabalhados apenas em aula, não se deve jamais desprezar as atividades de campo, porque essas permitem comparar e confrontar, no mundo real, os conteúdos estudados.

Nessa condição o estado de Pernambuco torna-se por suas características geológica e geomorfológica uma excelente campo de pesquisa uma vez que é possível visita no mesmo estado as três formas utilizada por Ross na classificação do relevo brasileiro, essa condição e potencializada mais ainda  porque as unidades é de fácil acesso por distribuir-se na rota percorrido pela rodovia federal denominada BR 232, rodovia esta que se estende desde Recife na Planície Litoranea, percorrendo em um segundo momento sobre o Planalto de Borborema, no sentido Petrolina até chegar as bordas da Depressão Sertaneja e São Francisco nos limite de Arcoverde em trajeto de cerca de 250 km que pode ser percorrido em um só dia, dessa forma tornou-se possivel utilizar essas potencialidade para o entendimento do conceitos estabelecidos na Classificação de Ross.


Observa-se a rodovia duplicada BR 232  trecho situado proximo a São Caetano_PE. Observa-se nas bordas da estrada feições de 4º Taxon denominadas pedimentos. Fonte:Natalicio de Melo Rodrigues, 2015. 


A excursão aula de campo teve inicio na cidade de Belo Jardim localizado na Unidade n.º 10 da Classificação do Relevo do Brasil de Jurandyr Roos, esse trajeto pela BR 232  além de percorrer essas unidades permite observação da principais feições de relevo relacionados a teoria da Pediplanação atribuído por de Lester King  para designar as feições de relevo condicionados a clima do tipo semi-arido existente no sertão e agreste do nordeste, a saber, os Pediplanos, Pedimentos e inselbergues, feições de 4º Taxon  que se insere no Planalto da Borborema e na Depressão Sertaneja-São Francisco.   

   

Rodovia BR 232 trecho não duplicado nas proximidades de Belo Jardim-PE. Observa-se que nesse local a rodovia se situa em meio a um extenso pediplano. Fonte: Natalicio de Melo Rodrigues, 2015. 



ARTIGO PUBLICADO NO LIVRO DO EVENTO

O livro Formação Docente é um dos diversos resultado do Projeto PIBID, nesse caso particular do livro  relaciona-se a artigos construídos que retratam atividades do PIBID em diversas áreas da educação e de cursos oferecidos pela instituição de ensino superior -IES particularmente a Faculdade de Belo Jardim. O livro foi organizado por Ivanildo Mangueira da Silva  e Luzia Helena Castro Squinca. Publicado pela editora Livro Rápido com registro no ISBN 978-85-6283-95-7 com 164 paginas e contem diversos artigos de autores da casa.


Quanto ao artigo denominado O RELEVO DE JURANDYR ROSS -CONHECENDO NA PRÁTICA DE CAMPO E NA CONSTRUÇÃO DE MAQUETE  OS CONCEITOS   E FUNCIONALIDADE DO RELEVO BRASILEIRO. O Autor principal é o Prof,Dr.Natalicio de Melo Rodrigues que contou com a cooperação de Lindhiane de Farias.

Observa-se na figura abaixo a esquerda o artigo que resultou do projeto PIBID e a direita a capa do livro que marcou o evento.



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REFERENCIAS


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