Coordenador do NEPE, PIBID de Geografia -FBJ, CoordenadorMestre e Doutor (Phd) em Geografia - UFPE

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Doutor em Geografia (stricto sensu) - Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2012); Mestre em Gestão e Politicas Ambientais (stricto sensu) - UFPE (2009); Especialista em Ensino Superior de Geografia (lato Sensu) - Universidade de Pernambuco - UPE (1998); Licenciatura Plena em Geografia - Centro de Ensino Superior de Arcoverde - CESA (1985);   Coordenador do PIBID - Geografia Professor; Orientador de Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC, na Graduação e Pós-Graduação (Latu Sensu).

terça-feira, 10 de maio de 2016

El Niño, La Niña



O El Niño é um fenômeno de interação do oceano com a atmosfera caracterizado por um aquecimento acima do normal das águas do oceano Pacífico Equatorial. Com o aquecimento das águas do oceano Pacifico, ocorrem grandes mudanças nos padrões normais de vento e de pressão da circulação geral da atmosfera, consequentemente  alteração no padrão climático de chuva e de temperatura em várias regiões do globo. 

No caso do Brasil, uma das principais interferências do clima em decorrência do fenômeno climático denominado El Niño é sobre o regime de chuva no Sul e no Nordeste. Na Região Sul e Sudeste, por exemplo, o El Niño aumenta aumenta as temperaturas  ocasionando chuvas torrenciais acima das médias históricas para região que quase sempre se materializada nas grande enchentes no ambientes urbanos. 


 Figura 1. Enchente na cidade de São Paulo devido ao transbordamento do Rio Tietê.

Figura 2: Barragem do Rio Ipojuca com capacidade de 17 milhões de metros cúbicos secou comprometendo a qualidade de vida do povo de  Belo Jardim-PE. 

No Nordeste, o El Niño diminui a já escassa chuva da Região, atingindo principalmente o semiárido onde as taxas pluviométricas além de serem baixas são dispersas no tempo e no espacialmente anárquicas, ampliando as  severas secas nas áreas mais continentais e no polígono das secas que passar a conviver de forma ampliada uma intensa crise hídrica nas bacias de drenagem exorreica. Lembrando que no caso do nordeste o El Nino nunca deve ser visto como o principal elemento geográfico causado da seca. 

A Circulação de Walker e o El Niño

Numa situação normal, sem El Niño, com as águas do oceano Pacífico com temperatura dentro da normalidade, existe uma circulação natural sobre o Pacífico entre a costa da América do Sul e a região onde está a Indonésia. As águas quentes ficam concentradas do lado da Indonésia. O ar quente e úmido que sai desta região se eleva gerando muitas nuvens de chuva. Em altitudes mais elevadas da atmosfera, o ar se esfria e desce seco sobre a região da costa do Peru. Em outras palavras, sem o El Niño, uma região de baixa pressão se forma na região da Indonésia e uma região de alta pressão atmosférica se forma na região do Peru. A baixa pressão produz muitas nuvens e chuva; a alta pressão reduz a nebulosidade e as condições para chuva. A circulação de ar formada no sentido leste-oeste sobre a região equatorial do globo é chamada de Circulação de Walker.

Em anos de El Niño, a Circulação de Walker é modificada. O aquecimento acima do normal das águas do Pacífico força uma quebra em dois fluxos de ar. Duas correntes de ar subsidente surgem: uma sobre a Indonésia e sobre o norte da Austrália e outra sobre o Nordeste do Brasil. Um sistema de alta pressão se estabelece na região onde o fluxo de ar desce. Este fluxo de ar de cima para baixo é chamado de subsidência ou ar subsidente.

FONTE: 
Josélia Pegorim CANAL CLIMA TEMPO
INPE
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