Coordenador do NEPE, PIBID de Geografia -FBJ, CoordenadorMestre e Doutor (Phd) em Geografia - UFPE

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Doutor em Geografia (stricto sensu) - Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2012); Mestre em Gestão e Politicas Ambientais (stricto sensu) - UFPE (2009); Especialista em Ensino Superior de Geografia (lato Sensu) - Universidade de Pernambuco - UPE (1998); Licenciatura Plena em Geografia - Centro de Ensino Superior de Arcoverde - CESA (1985);   Coordenador do PIBID - Geografia Professor; Orientador de Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC, na Graduação e Pós-Graduação (Latu Sensu).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Os cinco princípios da Geografia clássica




Os cinco princípios da Geografia clássica usados de forma isolada e preso ao conceito tradicionais clássicos não servem mais para explicar a complexidade do Espaço Geográfico. 


Segundo Andrade(1998) desde o século XIX até os primeiros anos do século XX, consolidou-se a idéia de que o método geográfico se baseava nos cinco princípios enunciados por ilustres mestres da geografia, a saber: Alexander von Humboldt (1769-1859) a quem atribui o principio da Causalidade; Karl Ritter (1779-1859) e Paul Vidal de la Blache que remete ao da Analogia; Friedrich Ratzel (1844-1904) o da Extensão; Jean Brunhes (1869-1930) a quem confere o da Atividade e o da Conexão. Esses princípios norteavam as pesquisas e por isso os estudiosas da ciência geográfica deveriam recorrer para realizar seus estudos. 

Mais recentemente Santos (1926-2001) em seu livro Por Uma Geografia Nova afirma que naquele momento histórico da fase da sistematização da geografia, esses geógrafos lutavam para encontrar leis e princípios que norteassem a disciplina geográfica nascente como ciência moderna. O autor tece comentário ainda afirmando que para época, era sem dúvida um progresso, e essas ideias que hoje nos parecem menos articuladas guardam, todavia, todo o seu valor, como inspiração pioneira.

Hoje agora opinando, digo que esses métodos clássicos tiveram grande importância no passado, vindo a constituir a cerne da Geografia clássica do Século XIX. Entretanto, embora ainda em usos, só aparecem no estudo e nas pesquisas na sua forma implícita. Assim, considerando a didática atual esses métodos não perdem sua importância na atual modernidade, e mesmo passado todos esses tempo continuam tão importantes quanto no passado, e por isso continuam validos. 

Toda via é preciso lembrar que suas condições de relevância hoje são secundários, essa atual condição se deve ao fato desses princípios serem apenas uma das parte de uma totalidade maior do discurso da Geografia cujo objetivo é o de estudar como o Espaço Geográfico é construído. Santos (2002) adverte ainda que ao buscar entender as contrações e conflitos oriundos da construção do Espaço Geográfico, que ocorrem no tempo e no espaço, não se deve abster de considerar em que contexto econômico essas construção espacial ocorre, uma vez o todo é regido pelo comando do sistema financeiro, e atualmente é o sistema capitalista moderno quem regem a regras da construção do Espaço Geográfico, e esse ultimo sim é o principal objeto de estudo da geografia. 


REFERÊNCIA:

ANDRADE,M.C.2006. Geografia Ciência da Sociedade. Recife, UFPE,

SANTOS,M.2002.Por Uma Geografia Nova: Da critica da Geografia a uma Geografia Crítica/Milton Santos. São Paulo, Edusp. SP.