Coordenador do NEPE, PIBID de Geografia -FBJ, CoordenadorMestre e Doutor (Phd) em Geografia - UFPE

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Doutor em Geografia (stricto sensu) - Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2012); Mestre em Gestão e Politicas Ambientais (stricto sensu) - UFPE (2009); Especialista em Ensino Superior de Geografia (lato Sensu) - Universidade de Pernambuco - UPE (1998); Licenciatura Plena em Geografia - Centro de Ensino Superior de Arcoverde - CESA (1985);   Coordenador do PIBID - Geografia Professor; Orientador de Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC, na Graduação e Pós-Graduação (Latu Sensu).

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

GEOGRAFIA O MELHOR CURSO DA FABEJA E DO INTERIOR.

Ranking de universidades coloca Geografia em Primeiro na FABEJA.






O RUF classifica as 192 universidades brasileiras a partir de indicadores de pesquisa, inovação, internacionalização, ensino e mercado. 

A avaliação colocou a faculdade em uma boa colocação.
LEIA O TEXTO DE SABINE RIGHETTI

Também não tinha a menor ideia do que estudaria no curso de jornalismo. Sabia que teria disciplinas como sociologia, algo assim, alguém tinha me dito. Não sabia de muita coisa naquela época, nem sabia direito o que era uma universidade. Mas eu gostava da ideia de ir para uma “universidade” como aquelas que eu via em filmes. Ou como a USP, que um dia, ainda criança, ouvi dizer que era a “melhor universidade do Brasil”. Era mesmo?Eu me lembro como se fosse hoje: aos 17 anos, ouvindo “Enya” no meu recém-ganhado de Natal CD player portátil, eu viajei acompanhada da minha mãe para fazer matrícula no curso de “comunicação social com habilitação em jornalismo”. Era início de 1999, eu havia sido aprovada na Unesp, uma universidade pública estadual com campi por todo o Estado de São Paulo. Aquele campus, de Bauru, fica a 330 km de onde eu nasci. Mas naquela época eu ainda não sabia disso.

Lembro-me de que eu queria estudar em uma “universidade pública no Estado de São Paulo”, não sei exatamente o porquê, mas desconfio que seja simplesmente porque eu não sabia que existiam universidades públicas boas fora da minha vizinhança. Eu não tinha informação nenhuma sobre cursos e nem sobre universidades. Dei sorte: parece que escolhi o curso certo, acabei me dando bem na universidade e, sim, virei uma jornalista. Mas isso não acontece com todo mundo.

No Brasil, somos muito cruéis: os estudantes têm de escolher a carreira da vida inteira aos 17 ou 18 anos. Isso acontece porque aqui, diferentemente de países como os Estados Unidos, o aluno entra em um curso específico –engenharia civil, administração pública– e não em uma grande área de estudos que, depois, vai se afunilando em uma especialidade. Dá para saber que se pretende ser “engenheiro civil” no final da adolescência? Pois é.
Para dificultar a situação, aqui no Brasil os estudantes não têm muito costume de visitar as instituições de ensino antes de decidir na qual pretendem entrar. Pode parecer bobo, mas isso é importantíssimo: tem gente que se dá melhor em escolas pequenas, dessas em que os professores conhecem os alunos por nome. Outros preferem as grandes universidades com campus enormes e cheios de árvores. Tem gente que já trabalha e pretende estudar à noite, outros buscam uma universidade de pesquisa para perseguir uma carreira acadêmica.

E o mais importante: sete em cada dez alunos matriculados no ensino superior no país pagam pelos seus estudos e precisam ter informações sobre o seu investimento. Se der errado, essas pessoas vão perder tempo e dinheiro. Simples assim.
Todas as vezes em que me deparei com essas questões, com os dados altíssimos sobre evasão escolar e com a história de alunos frustrados por terem errado no curso ou na instituição, pensava que seria interessante ter uma maneira de compilar dados e informações que facilitassem a escolha dos estudantes. Foi assim que surgiu, há cinco anos, a proposta do RUF- Ranking Universitário, publicado pela primeira vez em 2012.
Neste ano, o RUF chega à quarta edição.

DADOS ABERTOS

O RUF reúne uma série de informações sobre o ensino superior do país que antes eram desconhecidas. Quais são as universidades com mais professores com doutorado? Em quais os docentes são mais produtivos? E quais têm mais inovação tecnológica? Tudo isso está no RUF.

Os dados que dão base ao RUF são coletados em bases do Inep-MEC, do Inpi, de portais de periódicos científicos “Web of Science” (internacional) e SciELO (nacional). Também são feitas duas pesquisas exclusivas de opinião com empregadores e com docentes. Dá para saber, por exemplo, quais instituições têm a melhor percepção de quem contrata no país.
A ideia principal do RUF é que os estudantes de hoje não precisem tomar uma das decisões mais importantes da sua vida às cegas, torcendo para ver se dá certo, como eu fiz e muita gente tem feito. É, também, uma forma de acompanhar o que as universidades têm feito e de orientar políticas públicas na área de ensino superior.  Acesse, compartilhe, faça suas análises, tire as suas conclusões. 

O ranking é seu.

VEJA OS CURSO DA FABEJA NA AVALIAÇÃO DO RUF